Hmm... Tenho de admitir que não estava nada à espera que alguém me desse uma ideia tão depressa. Apresento desde já os meus agradecimentos ao leitor que deu esta magnífica sugestão. Agradeço também por ter esclarecido que se estava a referir a luta feminina e não a lama feminina. Isto porque toda a gente sabe que a luta na lama feminina em motas (em que a lama é feminina) é uma modalidade degradante e vil, oriunda de uma terriola em Itália agora desaparecida enquanto que a luta na lama feminina em motas (em que a competição é feminina) é uma respeitada modalidade que em breve fará parte dos Jogos Olímpicos cujas participantes são normalmente elevadas ao estatuto de super-estrelas internacionais.
Por isso, é com muita honra que partilho convosco as minhas opiniões e o pouco conhecimento que possuo sobre
Luta na lama feminina... Em motas!
Por onde começar, por onde começar? Poucos sabem
que as origens deste belo desporto tiveram lugar em Portugal.
Segundo reza a lenda, duas grandes lutadoras na lama (para ser exacto, Josefina Matias de Jesus e Carla Etelvina Marques) decidiram fazer algo pela modalidade em declínio em 1985. As duas senhoras chegaram à conclusão que com os acontecimentos da última década (nomeadamente, a chegada daquilo a que chamam pornografia às terras lusas) a Luta na Lama feminina já não atraía tantos espectadores.
Tentaram então inovar as regras do desporto que tanto amavam para impedir que ele morresse.
Não pensem porém que a criação da Luta na lama em motas foi feita de um dia para o outro... Foram precisos 15 tortuosos dias até as nossas magníficas atletas acertarem com a fórmula certa. E que 15 dias foram.
Tentaram tudo o que lhes surgiu em mente: Trocar o uso de lama por arroz de cabidela, introdução de cadeiras de aço na arena (algo que funcionou bastante bem numa outra modalidade semelhante), falsos orgasmos, etc, etc.
Mas nada disto pareceu funcionar bem. Até que, ao 15º dia, as duas competidoras estavam de rastos. Nada parecia poder salvar a grande luta. Nem aquele belo toiro negro que tanta gente atropelou na sua fuga pela cidade parecia atrair o público.
Depois de um longo período de meditação, acompanhado por umas tantas garrafas de vinho verde caseiro, Josefina berrou: "Motas! Vamos lutar em motas!"
E funcionou... Infelizmente, as duas competidoras não duraram muito mais tempo devido a um acidente que começou com o famoso bigode de Josefina de Jesus a prender-se nos raios da roda da frente da mota em que andava e que resultou na morte das duas criadoras desta modalidade, junto com grande parte do público. A explosão resultante ainda hoje é comentada pelos sobreviventes com muito amor e carinho.
É verdade que hoje em dia a luta na lama feminina em motas é bem mais segura que nos primeiros tempos. A introdução de regras como a depilação obrigatória e o uso de armaduras extremamente reveladoras assegurou a segurança das competidoras (e os prazeres de muitos espectadores).
Mas ainda assim, tenho de admitir que é uma competição ferrenha e honrada que glorifica as mulheres por todo o mundo... E daí, talvez não.
PS: Obviamente, quem me quiser dar mais ideias está à vontade para as deixar aqui como comentário (como fez o mui nobre cavalheiro que me deu esta) ou mandá-las por mail para
vodka_limao@hotmail.com.