O Sexto Copo: Instinto
Acalmai-vos, ó massas ansiosas.
Eu estou completamente ciente do vosso desespero de mais uma vez ouvirem (lerem?) as minhas palavras. Porém, devido à já mui prolongada crise de inspiração da qual este vosso mestre tem sofrido, não tenho tido qualquer ideia para partilhar com vocês.
Hoje decidi tentar a minha sorte e escrever qualquer coisa. Que as massas rejubillem.
Instinto
Sem dúvida que o instinto é algo de muito prático. Mas aquela ideia de confiarmos nos nossos instintos é ligeiramente sobrevalorizada.
Um bom exemplo: Imagine que está a passear calmamente pela rua num dia quente e, assim de repente, "WOOOOF!", entra em combustão espontânea.
Sim, eu sei que isto não é uma coisa que aconteça muitas vezes... Mas acreditem em mim: acontece mais vezes do que costumam dizer nas notícias.
Voltemos ao nosso cenário: Encontra-se neste momento no meio da rua e está em chamas. Obviamente, o seu interesse é que elas se apaguem. Afinal de contas, estão a incomodá-lo não é? A coisa inteligente a fazer (partindo do princípio que não há nenhum corpo de água de tamanho considerável por perto) é atirar-se ao chão e rebolar, certo? Bom, o instinto discorda.
Mal se aperceber que o seu corpo está a arder, o instinto decide que é uma óptima altura de dar uma corridinha e berrar que nem um desalmado. E se confiar no seu instinto, lá vai o leitor pela rua fora até morrer com as queimaduras ou, se tiver sorte, embater violentamente contra uma parede e deixar que alguém apague as chamas enquanto você está KO.


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